CINEASTA: DZIGA VERTOV
GÊNERO: DOCUMENTAL
DIÁLOGO: S/D
LEGENDA: POB [PARCIAL]
Intertexto: Inglês/Russo
FORMATO: AVI
Kino-pravda (Cinema-verdade) foi dirigido e produzido por David Kaufman Abelevich, nascido em uma família judia de intelectuais em Białystok, na Polónia. Kaufman adotou o nome de Dziga Vertov (DZIGA - palavra ucraniana que significa roda que gira sem cessar; e VERTOV - do russo vertet que significa rodar, girar) aos 19 anos, mais ou menos por essa idade Vertov estudava música, medicina e escrevia poemas.
Após o discurso em que Lenin considera o cinema como o principal meio de divulgação da nova ordem social que se instala na União Soviética, Vertov se põe à disposição do Kino Komittet de Moscou (1918) tornando-se redator e montador do primeiro cine-jornal de atualidades do Estado Soviético, o Kinonedelia (Cinema Semana). Em 1922, junto com sua mulher Svilova e seu irmão Mijail (câmera), Vertov cria o "Conselho dos Três", se denominando kinors (composto das palavras russas kino + oko: cinema-olho). A partir daí dão início ao projeto Kino-Pravda, produzindo 23 "capítulos" desse projeto, nele descreve os consequentes da Revolução Russa.
É interessante o fato deste movimento cujo nome deriva de "documentário" estar ao lado de estilos como Hollywood, Nouvelle Vague e Neo-Realismo. O sucesso deste documentário deveu-se à forma honesta como o realizador representou o povo Russo sem recurso a efeitos especiais ou pós-produções complexas. A partir do filme criou-se o conceito de “film-truth”: tentar captar fragmentos da atualidade que quando estruturados permitissem mostrar um significado mais profundo.
"Eu sou um cine-olho. Eu sou um construtor. Eu te coloquei num espaço extraordinário que não existia até este momento. Nesse espaço tem doze paredes que eu registrei em diversas partes do mundo. Justapondo a visão dessas paredes e alguns detalhes consegui dispô-las numa ordem que te agrada e edifiquei, da forma adequada, sobre os intervalos, uma cine-frase que é, justamente, esse espaço. Eu, cine-olho, crio um homem muito mais perfeito que aquele que criou Adão, crio milhares de homens diferentes segundo desenhos distintos e esquemas pré-estabelecidos.
Eu sou o cine-olho. Tomo os braços de um, mais fortes e hábeis, tomo as pernas de outro, melhor construídas e mais velozes, a cabeça de um terceiro, mais bonita e expressiva e, pela montagem, crio um homem novo, um homem perfeito."
Dziga Vertov
(GRANJA, Vasco. Dziga Vertov. Livros Horizonte, 1981)
NÚMEROS AINDA INCOMPLETOS:
06. Kino-Pravda (1922) - 88MB
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20. Pionerskaia-Pravda (1923) - 63MB
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23. Radio-Pravda (1925) - 82MB
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KINO-PRAVDA (1922 - 1925)
Posted by Dimas Therion
15:36, under
Cinema Mudo
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